fulinaimagem
despenca a sombra da vertigem
nos intestinos finos da voragem
Artur Fulinaíma
Mostra Cine Vídeo Foto Poesia
Fulinaíma MultiProjetos
portalfulinaima@gmail.com
(22)99815-1268 – whatsapp
na construção de um novo projeto para o renascimento do Congresso Brasileiro de Poesia
sexta-feira, 15 de março de 2024
fulinaimagem
artur gomes fulinaíma
caderno de
viagem 2
sempre pensei o inferno
fosse uma ferida aberta
no meu olho esquerdo
a boca do diabo e o seu escarro
agora olho e vejo
que não existe inferno além da vida
inferno é muito mais que uma ferida
na estação da morte em Puerto Cavajarro
sem sinal de despedida
Artur Gomes Fulinaíma
https://braziliricapereira.blogspot.com/
quinta-feira, 14 de março de 2024
Múltiplas Poéticas
Cogito
eu sou como eu sou
pronome
pessoal intransferível
do homem que iniciei
na medida do impossível
eu sou como eu sou
agora
sem grandes segredos dantes
sem novos secretos dentes
nesta hora
eu sou como eu sou
presente
desferrolhado indecente
feito um pedaço de mim
eu sou como eu sou
vidente
e vivo tranqüilamente
todas as horas do fim.
Torquato Neto
Os Últimos Dias De Paupéria
Flor
Bella
tem muito tempo
que ando atrás
da bela flor
do bem-me-quer
fosse florbela
flor espanca
navegaria espanhas
mar inteiro
para encontrar
pra minha sorte
encontrei aqui
não preciso mais te procurar
Artur
Fulinaíma
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https://fulinaimagens.blogspot.com/
MARIANIDADES é o poema que trago para a coletânea
"FOGO! Porque se gritar socorro ninguém vem."
Uma longa e linda jornada com mulheres potentes do movimento #cordelsemmachismo
Faça sua compra e se deleite com versos incendiários de um
bando de mulherfogo!
Marianides
Pois é da sina dessa fé-minina
vocacionadas à tal liberdade
nunca se entregar, lutar por todes
romper fronteiras com sororidade
Maria da Luz, da Penha, das dores
Benzedeira, parteira,
dos amores
da rua, da vida, da roça e cidade
Dentro de mim, em minha pele
todas elas multidões em mim
grito, gozo, canto, serpenteio
puta, santa, começo, meio sem fim
preta, indígena,
descalça, banguela amarela, cigana e até branquela
cis, trans, nao binárie, simples assim
...
Lília
Diniz
https://www.instagram.com/p/C4SlEG3uGko/?igsh=NjB2amxncjlvY29o
SENTENÇA
faz muito tempo que eu venho
nos currais deste comício,
dando mingau de farinha
pra mesma dor que me alinha
ao lamaçal do hospício.
e quem me cansa as canelas
é que me rouba a cadeira,
eu sou quem pula a traseira
e ainda paga a passagem,
eu sou um número ímpar
só pra sobrar na contagem.
por outro lado, em meu corpo,
há uma parte que insiste,
feito um caju que apodrece
mas a castanha resiste,
eu tenho os olhos na espreita
e os bolsos cheios de pedras,
eu sou quem não se conforma
com a sentença ou desfeita,
eu sou quem bagunça a norma,
eu sou quem morre e não deita
Salgado Maranhão
me tranquei na caverna com platão
pra enfrentar meus próprios males
não vi primata nem zapata nem dragão
ouvi o canto das sereias pelos bares
chamei pra briga o capeta de facão
senti o aço perfurando a carne mole
gritei bem alto um tremendo palavrão
chamei são jorge pra ajudar o filho pobre
daqui ninguém sai vivo nem com reza ou um milhão
um dia até o tolo acaba que descobre
perdi o medo de espelho e solidão
só levo a vida com a pele que me cobre
Ademir Assunção
Risca Faca
Selo Demônio Negro
2021
*
Tchello d´Barros –
Tamanho não é documento
minha musa mora num campo belo me prometeu me apresentar
todo universo paralelo onde ela mora na velo/cidade atravessada mas VeraCidade de uma musa metafórica é que a
metáfora no templo do poeta pode ser muito mais que ficção ou realidade re/inventada
"Uma gula sem fim
O prazer desnutrido
Comeu os farelos da alma"
(In Sonho Ilusório)
batismo de fogo
batismo de fogo
quando te encontrar
não sei o que irá
não sou de irará
nem irerê
mas imagino
o que possa acontecer
na confissão
não sou luiza possi
mas amei zizi
cantando
salgado maranhão
quando for imperatriz
será os sete pecados capitais
lancei os Búzios
e no jogo deu lília diniz
Artur Gomes
https://fulinaimagens.blogspot.com/
terça-feira, 12 de março de 2024
Tchello d´Barros - 1 poema
Meu videopoema “CASÓRIO” foi selecionado para a sessão de audiovisuais do Festival
Nacional de Arte Contemporânea Psiu Poético Beagá 2024, em Belo Horizonte (MG).
“CASÓRIO”
SINOPSE
“Casório” embaralha semanticamente dois conceitos
seminais da sociedade contemporânea, seja por sua aproximação simbólica, seja
por sua confluência fonética/visual. A obra dinamiza o binômio
“patrimônio-matrimônio”, provocando alguma reflexão sobre os valores vigentes
nas relações sociais na atualidade.
FICHA TÉCNICA
Produtora: Fluxo Filmes
Argumento/direção: Tchello d'Barros
Gênero: Videopoema
Categoria: Livre
Cor: P&B
Duração: 00:01:00 Min
Extensão:.MP4
Arquivo: 4,75 MB
Formato: 1920 X 1080
Ano: 2022
País: Brasil (Rio de Janeiro, RJ)
Tchello
d´Barros
Carlos Gurgel - 2 poemas
bagatela
ora pro nobis
enchovalhado capitão sem recato
cora com seus dedos e pés
essa insuportável bulemia tribal sem resina
imergi tal qual touro insuportável
tudo do que a potranca felicidade borrifa
súplica de conventos rastros pastos ruins
tritura com sua língua bardo
o verossímil da carcaça de tantos couros crus por onde esses
trancos desses pastos sem crina
fervilham os restos dos museus de milhares desses crentes
pobres pingentes de lentes
gengivas sem dentes
escarra sempre mestre
no âmago desse infortúnio dessa res fezes
desespero dessa raça
pantano de pandemônio e pavor
e como eterna antena lanterna rebelde insurrecta
escolhe o verbo mais vil
espalhando por sobre esse mundo patife
o bile que ninguém fascina em degustar.
bula
lá se vão as letras
carcomidas como cadáveres
entre a beira mar
e o arquipélago dos nossos ossos
lá se vão as letras
palavras vestidas de covardia e coragem
como umas naus
estibordo de canoas
e abismos
tal como a conhecemos na infância
com lágrimas nos olhos
e o mundo chamando para entendê-lo
lá se vão as letras
umas cavernas cobertas de silêncios
e do furor de cada casa dos humanos
que pululam pelas aldeias e meiotas de becos sem saídas
lá se vão
as letras
como hóspedes do íntimo de cada espanto
soletrado
como uma cacimba de dentro
dos nossos desconhecidos quintais
e ventanias sem fim
então
que as letras nos comam
que as letras nos consumam
como espantalhos
apanágios de flores
e da imensidão das nossas indecisões
e vazios.
Carlos Gurgel
Sarau Campos VeraCidade
Sarau Campos VeraCidade
Dia 15 de Março 19h - Palácio da Cultura - música teatro poesia
mesa de bate-papo :um olhar sobre a cidade no que foi o que é e o que pode ser.
Abertura:
Leitura do poema Cidade, de Prata Tavares, por Artur Gomes
Participações:
mesa de bete-papo:
Sylvia Paes + Fernando Rossi + Carol Poesia + Ronaldo Junior
poesia:
Clara Abreu + Jonas Menezes + Valdiney Mendes + Marcelo Perez + Gezebel Mussi + Paulo Victor Santanna
música:
Thais Fajardo + Arnaldo Zeus + Reubes Pess + Renato Braga
teatro infantil:
Grupo GOTA
direção:
Simone Jardim
contação de estória
: Onalita Tavares Benvindo
produção:
Artur Gomes e Clara Abreu
direção: Artur Gomes
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Realização: Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima – Prefeitura de Campos – Uma Nova História
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